Escola Básica do 1º Ciclo / Jardim de Infância de Cadaval - Outras Informações

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Numa perspetiva histórica, data de remota antiguidade a povoação do Cadaval, que foi uma das ocupadas pelos Mouros na Estremadura.
A vila do Cadaval fica situada numa colina, a cada lado um vale: o de Canada e o de Abrigo. Segundo a versão popular, a etimologia de Cadaval prende justamente com a posição geográfica da vila, entre aqueles dois vales regados por nascentes e arroios; assim tendo o fundador da povoação perguntado onde por aqui haveria água, responderam-lhe que em “cada vale”. E por apócope, teria vindo a dizer-se: Cadaval.
É povoação muito antiga, sendo desconhecida a data da sua fundação, sabendo-se no entanto que foi, noutros tempos habitada pelos Árabes.
Foi nos primeiros tempos da Monarquia, Freguesia do Concelho de Óbidos, de que a desmembrou, em 1371, El-rei D. Fernando, que a elevou à categoria de vila, dando toda a jurisdição a seu cunhado, o quarto conde de Barcelos. Não tardou porém, que a vila voltasse aos bens da Coroa. Mais tarde, El-rei D. João I doou-a a D. Pedro de Castro, filho do Conde de Arraiolos.
Em 01 de Outubro de 1513, D. Manuel I concede-lhe Foral.
Depois com D. João IV, foi “cabeça de ducado”, concedendo o monarca este título, a D. Nunes Álvares Pereira de Melo, quarto marquês de Ferreira e quinto conde de Tentúgal, que foi o primeiro duque de Cadaval.
Por decreto de 26 de Setembro de 1895, foi suprimido o concelho de Cadaval, tendo as suas freguesias sido anexadas pelos concelhos limítrofes.
Por decreto de 13 de Janeiro de 1898, foi o Concelho de Cadaval restaurado com todas as freguesias que o constituem anteriormente a 1895, passando por esse facto, a constituir o dia 13 de Janeiro Feriado Municipal.
O concelho do Cadaval situa-se geograficamente na Região do Oeste e estende-se por uma área de 174 Km2. Está integrada na província da Estremadura e situa-se entre o vale do Tejo e a Costa Atlântica.
A freguesia do Cadaval é constituída pelas povoações de Adão Lobo, parte da povoação do Casal Cabreiro e, ainda, pelo lugar do Alto do Bacalhau.
A vila do Cadaval, sede de concelho, está situada numa colina e dista 75km a norte de Lisboa, com acesso através da Auto estrada (A-1), sentido Lisboa – Porto, nó de ligação de Aveiras de Cima e a Via Rápida (A-8) Lisboa – Leiria, nó de ligação de Bombarral. Nos seus limites administrativos situam-se os concelhos de Alenquer e Torres Vedras (a Sul); Azambuja (a Este); Bombarral e Lourinhã (a Oeste); Caldas da Rainha e Rio Maior (a Norte). Em termos económicos, a freguesia da Cadaval teve sempre por base o sector primário. Nos terrenos da Freguesia, predomina o cultivo da vinha e da pera. De salientar a variedade da pera Rocha, de grande qualidade, produzida nestes terrenos. Esta zona é por isso denominada o Solar da Pera Rocha. Destacar o papel importante da COOPVAL – Cooperativa dos fruticultores do Cadaval, que recolhe toda a produção de fruta desta freguesia e a escoa através de rede nacional e internacional. Esta é a empresa que mais postos de trabalho cria ao longo do ano, sendo uma grande parte em período sazonal.
Temos ainda a Adega Cooperativa do Vinho, que recolhe grande parte da produção das vinhas do concelho e de outras zonas, fazendo comercialização do vinho produzido. Apesar da forte predominância do sector agrícola, os sectores secundário e terciário registam um crescimento considerável. A atividade industrial caracteriza-se pela implementação de algumas unidades empresariais, enquanto as atividades terciárias estão representadas por diversos estabelecimentos comerciais e serviços.
A Misericórdia é uma instituição de solidariedade social que desenvolve várias valências ao nível não só da freguesia como de todo o concelho. São elas - O Lar de Nossa Senhora da Conceição, Centro de Dia, Apoio Domiciliário, Creche, Jardim de Infância e Ocupação de tempos livres, Farmácia, Clínica de Mamografia, Ecografia e Eco Doppler. É uma das instituições que mais postos de trabalho cria.
A vila do Cadaval é o centro administrativo e financeiro do Município
A nível da escolaridade no Concelho é notório o abandono escolar aquando do ingresso no Ensino Secundário. Este facto assume-se particularmente gravoso quando é permissivamente assumido pelos Encarregados de Educação, ao alegarem que os seus educandos nada ganham com frequência da escola, que o seu sucesso futuro é preferencialmente dependente do ingresso no mundo do trabalho, contribuindo assim para o sustento do agregado familiar e classificando-os como inaptos para o processo de ensino-aprendizagem.

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